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8 de dezembro de 2015

IX Congresso Brasileiro de Hispanistas


A partir do próximo dia 20 de dezembro estarão abertas as inscrições para o IX Congresso Brasileiro de Hispanistas.

O IX Congresso Brasileiro de Hispanistas, promovido pela Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA) e pela Universidade Estadual do Oeste do Paraná (UNIOESTE), será realizado em Foz do Iguaçu-PR, entre os dias 22 e 25 de agosto de 2016.

Para saber mais, acesse:

Nesta edição, excepcionalmente, o IX Congresso Brasileiro de Hispanistas albergará o II Congresso Internacional América Latina e Interculturalidade, por entendermos que há vinculações entre ambos os projetos. Nosso objetivo é fomentar uma maior sinergia entre o âmbito do hispanismo brasileiro e a região trifronteiriça na qual estamos localizados, entre o Brasil, a Argentina e o Paraguai.

Pretendemos intensificar o diálogo e o intercâmbio de experiências entre pesquisadores brasileiros e não brasileiros de diferentes universidades, que se dedicam aos estudos hispânicos.

As áreas temáticas que deverão orientar as propostas de comunicação a serem encaminhadas à organização do congresso são as seguintes:

- Estudos de linguagens: descrição e funcionamento de línguas do universo hispânico. Estudos discursivos e textuais. Perspectivas comparativas. Processos de aquisição. Contato linguístico. Estudos tradutórios relativos às línguas do universo hispânico.

- Ensino de línguas: educação linguística em línguas do universo hispânico. Diversas tendências teóricas e sua relação com o ensino/aprendizagem e com a educação linguística. Literaturas e educação linguística. Práticas pedagógicas em diferentes espaços educativos. Políticas linguísticas. Formação docente.

- Estudos de literatura e cultura: literaturas de línguas do universo hispânico: poéticas, história e crítica. Culturas do universo hispânico. Relações da cultura brasileira com a comunidade cultural hispânica. Literatura e outras linguagens artísticas. Literatura e outras disciplinas das ciências sociais. Literaturas do universo hispânico e outras literaturas. A tradução como mediação cultural.

Serão aceitas propostas – relativas a pesquisas em andamento ou concluídas – nas modalidades de comunicação coordenada e comunicação individual, até o limite de 400 apresentações. Todas serão avaliadas quanto ao mérito e, como critério de desempate, será considerada a data de envio de proposta. As instruções para envio dos resumos, bem como as demais informações sobre o evento, encontram-se na página web da Associação Brasileira de Hispanistas (ABH): http://www.hispanistas.org.br/.

A submissão de resumos ocorrerá de 20 de dezembro a 20 de abril, e o envio das cartas de aceite está previsto para ocorrer até 31 de maio de 2016.

Serão aceitos trabalhos nas modalidades de comunicação coordenada e comunicação individual. Somente doutores, mestres e mestrandos podem apresentar trabalhos no IX Congresso Brasileiro de Hispanistas. Cada pesquisador pode submeter, no máximo, dois trabalhos: um como autor único e um em coautoria. Todos os coautores de um trabalho devem se inscrever no evento e efetuar o pagamento das taxas.

Comunicações coordenadas
São sessões compostas por um coordenador (doutor) e três ou quatro trabalhos (excepcionalmente, cinco), podendo um deles ser do próprio coordenador. As sessões de comunicações coordenadas terão a duração de 1h30min, com 15 minutos para cada comunicação e 30 minutos para debates. A ementa da sessão deverá ter até 300 caracteres com espaço e todas as comunicações devem apresentar um resumo com a extensão de 1000 e 1600 caracteres com espaços. É responsabilidade do coordenador o envio da proposta da sessão de comunicações coordenadas ao Congresso, via formulário eletrônico. No entanto, cada integrante de sessão deverá realizar sua inscrição por meio do mesmo formulário eletrônico, marcando a opção “Comunicação coordenada”.

Comunicações individuais
São trabalhos com 15 minutos de duração e que serão agrupadas pela organização do congresso, por aproximação temática, em sessões de 1h30 de duração, com 30min destinados aos debates. As inscrições de propostas de comunicação serão efetuadas via formulário eletrônico. Para isso, os autores deverão apresentar um resumo entre 1000 e 1600 caracteres com espaços.

A imagem que nos acompanhará, no IX Congresso Brasileiro de Hispanistas, é um fragmento de ñandutí. Este belo bordado, tecido por mãos femininas, em guarani significa “tela de araña”. A sua beleza e delicadeza nos inspiram a pensar em um encontro que possibilite a criação ou o fortalecimento das redes que nos ligam neste grande emaranhado do hispanismo brasileiro. Como afirma a escritora e artista Josefina Plá, el ñandutí é uma geografia-labirinto. Pretendemos que o IX Congresso Brasileiro de Hispanistas amplie nosso conhecimento geográfico-cultural, promovendo novas tessituras de paisagens, línguas, culturas, saberes e afetos.

Quaisquer dúvidas podem ser encaminhadas a congressodehispanistas@gmail.com .

Saudações hispanistas,

Comissão Organizadora

20 de setembro de 2015

Inicia nesta quarta o 1º Encontro Nacional de Municípios Plurilíngues (1ºENMP)

Inicia nesta quarta o 1º Encontro Nacional de Municípios Plurilíngues (1ºENMP)

Inicia nesta quarta, 23 de setembro, e vai até sexta, 25, o 1º Encontro Nacional de Municípios Plurilíngues (1ºENMP), que será realizado no Centro de Comunicação e Expressão (CCE – térreo do Bloco B) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em Florianópolis-SC.


O 1ºENMP contará com mesas redondas, mesas temáticas, sessões coordenadas com a apresentação de comunicações orais, lançamento de livros, além da oferta de um minicurso para formação de gestores, docentes e pesquisadores de políticas linguísticas voltadas a contextos bi, multi ou plurilíngues e uma oficina tematizando o registro e a documentação de línguas, culminando com uma plenária para elaboração e assinatura da Carta dos Municípios Plurilíngues. Serão emitidos certificados para as participações no evento, assim como no minicurso e na oficina.

Participam do encontro gestores indicados por municípios bi, multi e plurilíngues e entidades de apoio, bem como pesquisadores e professores do multilinguismo brasileiro e dos países do Mercosul e demais blocos, além de estudantes de áreas afins, como pode ser conferido na programação (clique aqui para acessá-la).

As inscrições para o 1ºENMP continuam abertas para ouvintes. Saiba como se inscrever aqui.


O 1º Encontro Nacional de Municípios Plurilíngues (1ºENMP) é uma realização do Instituto de Investigação e Desenvolvimento em Política Linguística (IPOL) em parceria com o Observatório de Políticas Linguísticas (GP CNPq/UFSC), o Macroprojeto ALMA-H (UFRGS), o Projeto Entrelínguas (UFSM) e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) e com apoio do Programa de Valorização das Línguas e Culturas Macuxi e Wapichana, do Fórum Permanente das Línguas Brasileiras de Imigração (Forlibi) e da Prefeitura Municipal de Antônio Carlos-SC.

Tem como objetivos apoiar e propiciar formação aos governos e instituições para atuarem de modo inovador e promissor na gestão das línguas e dos recursos que elas oferecem para qualificar a educação e as culturas; bem como abordar a gestão das línguas em nível municipal nesse quadro de cooficialização, considerando os aspectos para a regulamentação e implementação das leis e suas interfaces com educação, cultura, tecnologias e outras políticas que podem fomentar o desenvolvimento local e regional.

Para maiores informações acesse aqui a página do 1º ENMP e curta aqui sua página no Facebook.


Fonte: e-IPOL

4 de agosto de 2015

IV Jornadas Binacionales de Educación: "Miradas sobre Educación y Cambio"

IV Jornadas Binacionales de Educación: "Miradas sobre Educación y Cambio"

Fecha: 9, 10 y 11 de Setiembre de 2015
Inscripciones: hasta el 20 de agosto
Local: Teatro Municipal de Rivera. Av. 33 Orientales entre Uruguay y Fructuoso Rivera  
Se expedirán certificados

Las Jornadas Binacionales de Educación “Miradas sobre educación y cambio” tienen como objetivo principal ofrecer un espacio permanente de reflexión, discusión e intercambio productivo sobre la educación y los desafíos que la sociedad contemporánea le presenta en el contexto binacional Uruguay-Brasil.

Asimismo  generar oportunidades para dar a conocer diversas acciones y experiencias educativas de la región de frontera en el marco de la internacionalización de la educación formal y no formal.

De esta manera las jornadas ofrecen espacios tanto para la discusión más conceptual o teórica como para el intercambio y análisis de experiencias prácticas concretas buscando el diálogo productivo entre ambos.

Ejes temáticos

Desigualdades y políticas educativas
Esta mesa temática reviste especial importancia en momentos en que se están implementando en la región un conjunto de políticas educativas como respuesta a problemas puntuales que presenta el sistema educativo, vinculados a las desigualdades. Estos problemas no han estado ausentes en la investigación nacional y regional cuyos resultados podrían arrojar luz a la comprensión y solución de los mismos.

Educación y TIC
Es cada vez mayor  la necesidad de abordar la complejidad, los alcances, los límites y los desafíos que las TIC le presentan a la educación. Resultados promisorios de distintas experiencias que se vienen llevando a cabo e inquietudes profundas generadas por la reflexión filosófica enmarcan este debate.

Educación comparada e internacional
Instalado en la  agenda de las políticas educativas, el tema de la   internacionalización de la Educación Superior, es un problema ineludible para tratarlo en esta frontera abierta,  escenario ideal para pensar y discutir sobre los fenómenos asociados a la transnacionalidad, internacionalidad, supranacionalidad y estudios comparados de las  políticas educativas-en el Cono sur de América- las influencias de las normativas nacionales,  las determinaciones culturales locales, algunos avances y desafíos actuales de la Región.

Formación docente
La FORMACIÓN DOCENTE reviste especial interés para la Región con lo cual estas IV Jornadas Binacionales proponen una mesa temática dedicada a estos asuntos.  En la región noreste de Uruguay y Sur del Brasil la carrera docente es una de las más requeridas.

Sociedad, educación y lenguaje en zona de frontera
La pertinencia de la mesa “SOCIEDAD, EDUCACIÓN Y LENGUAJE EN ZONA DE FRONTERA” es indiscutible en una jornada Binacional como ésta. La UDELAR ya instaló en esta región noreste de Uruguay un Polo de Desarrollo Universitario dedicado a estudios de lenguaje en la frontera., que, unido a otras iniciativas y experiencias que se están llevando a cabo, y toda la acumulación de la investigación en ese campo, constituyen un marco inmejorable para el abordaje de estos asuntos.

Para maiores informações acesse aqui a página do evento.

2 de março de 2015

Nova publicação do IPOL: Mapas linguísticos do OBEDF

Nova publicação do IPOL: Mapas linguísticos do OBEDF

O resultado da pesquisa apresentada nesta publicação, na forma de mapas linguísticos, constitui um panorama sobre as línguas declaradas como sendo faladas pela comunidade escolar dos municípios de Ponta Porã (MS), Guajará-Mirim (RO) e Epitaciolândia (AC), observando os modos de uso e lugares de circulação das diferentes línguas e dando visibilidade para esse traço evidentemente importante da região fronteiriça, que se singulariza pela diversidade linguística e cultural. O objetivo do livro é apresentar espacialmente as línguas que circulam nas zonas de fronteira pesquisadas e proporcionar aos professores e alunos dos anos finais do Ensino Fundamental e do Ensino Médio elementos para discussão em sala de aula sobre a diversidade linguística no Brasil.

Acabamos de receber da gráfica os exemplares de nossa mais recente publicação: o livro OBEDF – Observatório da Educação na Fronteira: Mapas Linguísticos, de Márcia R. P. Sagaz e Rosângela Morello (Florianópolis: IPOL; Editora Garapuvu, 2014, 40p.).

Diante do quadro de promoção e reconhecimento das línguas brasileiras nos últimos anos, uma questão motivou a realização do projeto Observatório da Educação na Fronteira (OBEDF): “se há tantas línguas no Brasil, como as crianças que aprenderam a falar em outra língua e não sabem ou sabem pouco português aprendem a ler, a escrever, a fazer contas e outros conteúdos quando vão à escola brasileira?”.

Assim, o projeto OBEDF, financiado pela Coordenação de Pessoal de Ensino Superior (CAPES), através do Edital 038/2010/CAPES/INEP, com coordenação interinstitucional envolvendo a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), a Universidade Federal de Rondônia (Unir), no âmbito do Observatório da Educação (OBEDUC/CAPES) e escolas da rede pública de ensino dos municípios de Ponta Porã (MS), Guajará Mirim (RO) e Epitaciolândia (AC), desenvolveu suas atividades entre 2010 e 2013.

Nesse contexto, o projeto OBEDF, em parceria com o IPOL, realizou, dentre outras ações, uma série de levantamentos, constituindo um quadro sobre as línguas declaradas como sendo faladas pela comunidade escolar dos três municípios citados acima, observando os modos de uso e lugares de circulação das diferentes línguas e dando visibilidade para esse traço evidentemente importante da região fronteiriça, que se singulariza pela diversidade linguística e cultural.

A partir dos levamentos, o IPOL responsabilizou-se então pela condução das pesquisas do diagnóstico para o qual contou com uma equipe formada por linguistas e profissionais de Letras e também com a colaboração de bolsistas de graduação e pós-graduação do OBEDF nas discussões que nortearam o trabalho.

O diagnóstico da situação das línguas nas escolas tem como objetivo amplo conhecer as línguas que os alunos, o corpo docente, o pessoal de apoio/funcionários e os gestores falam, conhecem, entendem e com as quais se identificam, assim como o contexto de imersão, a cidade,a fronteira. Com essas informações, objetiva-se proporcionar aos docentes e gestores reflexão sobre a presença de outras línguas, além do português, nas escolas.

Os mapas linguísticos do OBEDF foram desenvolvidos a partir dos dados coletados no diagnóstico sociolinguístico por equipe multidisciplinar e têm como foco apresentar espacialmente as línguas que circulam nas zonas de fronteira pesquisadas e proporcionar aos professores e alunos dos anos finais do Ensino Fundamental e do Ensino Médio elementos para discussão em sala de aula sobre a diversidade linguística no Brasil.

Professores de todas as áreas podem lançar mão desta publicação. As áreas do conhecimento, tais como Geografia, Matemática, História, Língua Portuguesa e Línguas Estrangeiras, encontram aqui elementos para discussão e pesquisa de ensino-aprendizagem que podem ser desenvolvidas em sala de aula.

Assim, a pergunta sobre as crianças, suas línguas e seu aprendizado na escola motivou-nos a realizar este trabalho. Acreditamos que a partir dele muitos outros questionamentos podem estimular professores e alunos à construção do conhecimento.

O livro tem distribuição gratuita e será enviado para instituições de ensino (escolas, universidades) durante o ano de 2015. Se o pesquisador ou professor quiser um exemplar, precisa entrar em contato pelo e-mail ipol.coordenacao@gmail.com solicitando o envio. As despesas de correio são por conta do solicitante.

Apresentamos a seguir o Sumário da publicação.

Foto: Márcia Sagaz (clique na imagem para ampliar)
Sumário
Apresentação
1 Diagnóstico Sociolinguístico
1.1 Escolas participantes
1.2 Dados coletados
2 As cidades e seus aspectos linguísticos
Ponta Porã (MS): fronteira seca
Guajará-Mirim (RO): pérola do Mamoré
Epitaciolândia (AC): município independente
3 Mapeamento das línguas
3.1 Guia de Símbolos
3.2 Línguas Declaradas
3.3 Sobre os Mapas: Arranjo Geral
Mapa 1 – Línguas declaradas / Línguas indígenas declaradas
Mapa 2 – Arranjo geral
3.4 Sobre os Mapas: Mapas Temáticos
Mapa 3 – Espanhol Proficiência em Leitura
Mapa 4 – Espanhol língua materna – Língua do lar
Mapa 5 – Guarani língua materna – Língua do lar / Guarani âmbitos de uso
Mapa 6 – Espanhol âmbitos de uso
Mapa 7 – Atitudes linguísticas
Mapa 8 – Português língua materna – Língua do lar e âmbitos de uso
Referências

Fonte: e-IPOL

23 de fevereiro de 2015

Defesa de Tese de Doutorado a partir de pesquisa no âmbito do OBEDF

“Gestão do multi/plurilinguismo em escolas brasileiras na fronteira Brasil-Paraguai”


Nesta terça, 24 de fevereiro de 2015, será realizada, no Campus da UFSC, a defesa da tese intitulada “Gestão do multi/plurilinguismo em escolas brasileiras na fronteira Brasil-Paraguai”. A tese de autoria de Isis Ribeiro Berger, bolsista do OBEDF (Observatório da Educação na Fronteira) e aluna do programa de pós-graduação em Linguística da UFSC, foi desenvolvida sob a orientação do Prof. Dr. Gilvan Muller de Oliveira.

O trabalho aborda a gestão da presença e do lugar das línguas nos espaços de escolas brasileiras situadas na fronteira Ponta Porã (Brasil) - Pedro Juán Caballero (Paraguai) e parte de pesquisa realizada de 2011 a 2013 entre educadores de duas escolas situadas em Ponta Porã, no âmbito do Projeto Observatório da Educação na Fronteira coordenado pela Profª Drª Rosângela Morello.

A pesquisa participa de um conjunto de ações com vistas à construção de um espaço de visibilidade das demandas linguístico-educacionais existentes nas fronteiras, que tem sido possível no recente quadro político, que vem tornando visíveis tanto a coexistência de línguas no âmbito do território nacional como a compreensão das fronteiras enquanto potenciais espaços à integração.

Abaixo apresentamos o Resumo da tese.

Resumo
Esta tese aborda a gestão do multi/plurilinguismo em escolas brasileiras na fronteira Brasil – Paraguai e foi desenvolvida sob a ótica Política Linguística, ou seja, entrelaçando saberes constituídos em diferentes campos (Antropologia, Geografia, Linguística Aplicada, Sociologia e Sociolinguística). A partir da busca pela compreensão do fenômeno da gestão de línguas em sua relação com a gestão de fronteiras e de como esse encontro ocorre no âmbito dos espaços escolares, a tese analisa e discute se e como educadores de escolas brasileiras, localizadas em uma fronteira seca multi/plurilíngue, inscrevem-se no processo de gestão de línguas. No que tange ao quadro teórico, são apresentadas as noções de território e fronteira e de que forma tais conceitos se relacionam à gestão de línguas, aqui definida como a administração da presença e do lugar das línguas em dada sociedade ou dado espaço social, por meio de ações/estratégias/práticas adotadas por uma variedade de agentes que exercem algum nível de poder local/social, intervindo nos usos e nas relações dos falantes com as línguas. Entende-se, ainda, que tais intervenções são perpassadas por diferentes orientações político-linguísticas. No que concerne à metodologia, a pesquisa concilia diferentes procedimentos de geração e coleta de dados alinhados ao desenvolvimento das ações do projeto Observatório da Educação na Fronteira (OBEDF) entre 2011 e 2013, tomando como recorte espaço-temporal os encaminhamentos e as ações desenvolvidos entre/por educadores das escolas participantes do projeto, situadas em Ponta Porã, na fronteira Brasil – Paraguai. Partindo da discussão do quadro de gestão político-linguístico-educacional de que os educadores participam, no contraponto com o ambiente sociolinguístico e socioeducacional em que desenvolvem suas ações, a tese argumenta que esses educadores são gestores de línguas e gestores da fronteira e identifica diferentes práticas/ações de gestão do multi/plurilinguismo por eles mediadas no decurso do projeto OBEDF. Nesse sentido, propõe-se que algumas dessas práticas/ações sejam tomadas como potencialidades à proposição e à qualificação de políticas linguístico-educacionais voltadas à promoção do multi/plurilinguismo na fronteira, com vistas à integração linguístico-cultural entre os países vizinhos. Resultam da pesquisa considerações sobre como a metodologia do projeto promoveu novas conformações do olhar entre os envolvidos, bem como questões para subsidiar a reflexão/ação dos educadores acerca de seus papéis enquanto gestores de línguas, do multi/plurilinguismo e das fronteiras. Dessa forma, a tese contribui para a visibilidade do fenômeno da gestão do multi/plurilinguismo em escolas na fronteira e igualmente para a visibilidade do papel desempenhado por educadores nesse processo.

Palavras-chave: Gestão do multi/plurilinguismo. Educadores-gestores. Fronteira Brasil – Paraguai. OBEDF.

Fonte: e-IPOL.org

30 de janeiro de 2015

"Muitas línguas, um mundo": ONU promove concurso de redação para jovens universitários

ONU promove concurso de redação para jovens

Estudantes universitários podem escrever textos em uma das seis línguas oficiais da entidade, entre elas o árabe. Vencedores participarão de uma semana de atividades em Nova York.

São Paulo – A Organização das Nações Unidas (ONU) está com as inscrições abertas para o concurso cultural Muitas línguas, um mundo. O concurso de redação é voltado para jovens universitários de todo o mundo. Eles devem escrever um texto em um dos seis idiomas oficiais da entidade, e que seja diferente de seu idioma materno e da língua na qual receberam a educação primária e secundária. As inscrições podem ser feitas até 25 de março.

Para participar é preciso ter a partir de 18 anos de idade e estar matriculado em um curso universitário. O texto inscrito deve ter até duas mil palavras e pode ser redigido em árabe, inglês, francês, chinês, russo ou espanhol. No concurso de 2014, a brasileira Yasmin Mohammed foi uma das vencedoras na categoria árabe. A edição passada recebeu cerca de 1,5 mil redações de participantes de 128 países.

De acordo com o site das Nações Unidas, a redação deve estar relacionada “à agenda de desenvolvimento global pós-2015, no contexto do aniversário de 70 anos da ONU, e à definição de novos objetivos, refletindo a necessidade premente de um desenvolvimento global sustentável que reconheça, e seja enriquecido, pela diversidade cultural e linguística”.

Nesta edição, serão selecionados 70 ganhadores, dez em cada uma das línguas oficiais da ONU e outros dez que serão escolhidos por mérito entre as inscrições remanescentes feitas em todas as línguas. Os vencedores serão convidados a participar de uma série de atividades em Nova York na semana de 20 a 26 de julho.

Entre estas atividades estão o Fórum Global da Juventude na sede das ONU. O evento irá abordar a agenda de desenvolvimento sustentável em um contexto multilinguístico, de diversidade cultural e cidadania global. Antes do fórum, haverá uma conferência preparatória dos estudantes na Universidade Adelphi, coordenado pela ELS Educational Services, empresa parceira na organização do concurso.

Na conferência preparatória, os vencedores irão trabalhar em parceria com seu grupo de língua na elaboração de um plano de ação que pode ser posto em prática por estudantes e comunidades na realização da agenda de desenvolvimento global pós-2015 das Nações Unidas. Os planos de ação serão apresentados durante o Fórum Global da Juventude.

A ELS irá custear as despesas aéreas dos ganhadores em classe econômica, além da hospedagem e das refeições durante a viagem. Os vencedores deverão arcar com as despesas para a obtenção de vistos.

Mais informações sobre o concurso estão disponíveis no site www.els.edu/en/ManyLanguagesOneWorld.

20 de dezembro de 2014

Rosângela Morello em entrevista sobre diversidade linguística ao programa Páginas de Português da RTP

Rosângela Morello em entrevista sobre diversidade linguística ao programa Páginas de Português da RTP

Fala de Rosângela Morello na entrega do diploma de reconhecimento da língua indígena Guarani Mbya no Seminário de Foz do Iguaçu (Fonte: Facebook de Maria Ceres Pereira)
A coordenadora-geral do IPOL, Rosângela Morello, concedeu uma entrevista o programa Páginas de Português, transmitido pela Rádio Antena 2, da Rádio e Televisão de Portugal (RTP).

O tema da entrevista é a importância do I Seminário Ibero-Americano de Diversidade Linguística, realizado em Foz do Iguaçu-PR, mês passado. Na entrevista, Morello destaca a importância do evento tanto como uma política de reconhecimento e conhecimento das línguas brasileiras por parte do Estado brasileiro, quanto de diálogo com outros países com suas respectivas iniciativas políticas concernetes à diversidade das línguas. A entrevistada discorre também sobre questões como o Inventário da Diversidade Línguística (INDL) e a cooficialização de línguas nos municípios brasileiros, a importância do espanhol nas regiões de fronteira entre o Brasil e países vizinhos, além da difusão e do futuro da língua portuguesa no mundo.

Confira a íntegra da entrevista aqui.

15 de dezembro de 2014

Abertas inscrições de trabalhos para o Simpósio "Educação Intercultural e Diversidade Linguística"

Abertas inscrições de trabalhos para o Simpósio "Educação Intercultural e Diversidade Linguística" 

Estão abertas as inscrições de trabalhos para o Simpósio "Educação Intercultural e Diversidade Linguística", a ser realizado no III Encuentro de las Ciencias Humanas y Tecnológicas para la integración de la América Latina y el Caribe, a se realizar nos dias 07 a 09 de maio de 2015, em Goiânia-GO.

Coordenado pelos professores Erineu Foersteb (UFES), Rainer Enrique Hamel (Universidade Autônoma Metropolitana do México) e Rosângela Morello (coordenadora-geral do IPOL), o simpósio tem como data limite de postagem dos resumos o dia 01º de janeiro e de postagens dos trabalhos completos o dia 31 de janeiro. O endereço para postagem tanto dos resumos quanto dos trabalhos completos é simposiogoiania2015@yahoo.com.br 

Simpósio 40 – Educação Intercultural e Diversidade Linguística (ver pdf aqui)

RESUMO: A América Latina e Caribe apresentam indiscutível diversidade de culturas e línguas. Tal fenômeno remete-nos aos Povos Tradicionais e seus respectivos territórios, como: indígenas, quilombolas, ciganos, pomeranos etc. Em suas lutas históricas de resistência, criaram condições concretas para a preservação do seu capital linguístico. Desse processo de resistência popular, construíram-se pedagogias alternativas, através das quais as culturas puderam ser aos poucos reconhecidas e mantidas. A educação escolar oficial pouco trabalhou esta problemática. Esforços teóricos e práticos dialéticos inovadores e transformadores foram produzidos, porque acadêmicos problematizam, juntamente com os Povos Tradicionais, a ausência de políticas culturais e linguísticas referenciadas às etnias e grupos minoritários. Promove-se educação intercultural bilíngue. Trata-se de favorecer diálogo entre as culturas (Paulo Freire e Enrique Dussel), para fortalecer processos emancipatórios que contribuem à organização política coletiva de todos como sujeitos de direitos na diversidade. Neste simpósio, em um eixo, discute-se interculturalidade como práxis, pois fundamenta, entre outros aspectos: a) lutas coletivas por direitos sociais dos excluídos; b) processos de resistência coletivos ao projeto hegemônico internacional de progresso e desenvolvimento das elites econômicas; c) produção coletiva de outra hegemonia (Gramsci), como práticas educativas diferenciadas, que promovem transformações da sociedade de classes. Em outro, discute-se o recente reconhecimento da diversidade linguística no Brasil como abertura para questões de ordem política e pedagógica ligadas ao ensino bi e plurilíngue. Experiências ligadas ao Ensino do P´urhepecha, Michoacán, México, do Pomerano no Espírito Santo, Brasil, e em Escolas das Regiões de Fronteira do Brasil com Paraguai e Bolívia, fornecem aportes para essa discussão.

Palavras-chave: educação bilíngue; diversidade linguística; interculturalidade.

Para maiores informações, acesse o site http://www.dialogosenmercosur.org/.

Fonte: e-Ipol

24 de novembro de 2014

2º Seminário de Formação dos Professores das Escolas Interculturais de Fronteira

2º Seminário de Formação dos Professores das Escolas Interculturais de Fronteira

Organizado pelo Programa Escola Interculturais de Fonteira (PEIF) da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), o 2º Seminário de Formação dos Professores das Escolas Interculturais de Fronteira será realizado de 26 a 28 de novembro, no Anfiteatro C do Prédio 18 da UFSM, em Santa Maria-RS.

Confira a programação (clique na imagem para ampliar)!



19 de outubro de 2014

Unila abre inscrições para mestrado em Integração Contemporânea da América Latina

Unila abre inscrições para mestrado em Integração Contemporânea da América Latina

Candidatos passarão por duas fases no processo seletivo para ocupar uma das 15 vagas ofertadas

Nesta segunda-feira (13) foram abertas as inscrições para o curso de mestrado em Integração Contemporânea da América Latina, que seguem até o dia 17 de novembro. O edital que disciplina o processo seletivo pode ser conferido aqui. Mais informações podem ser obtidas no site do PPG-ICAL, em www.unila.edu.br/mestrado/ical. 

Estão abertas 15 vagas gratuitas para esta que será a segunda turma do programa. As vagas são destinadas, preferencialmente, a candidatos latino-americanos, graduados na área de Ciências Humanas e Sociais, Linguística, Letras e Artes. Na distribuição das vagas, será considerada a proporcionalidade entre brasileiros e demais latino-americanos. O quadro docente é composto por professores efetivos e seniores da UNILA, além de docentes externos.

As inscrições poderão ser realizadas por e-mail ou pessoalmente. O candidato deverá acessar a aba "Inscrições" no site, baixar e preencher o formulário e o termo de anuência, que deverão ser entregues na Secretaria do Programa ou enviados para o e-mail selecao.ical@unila.edu.br, sendo que no campo "assunto" o candidato deverá colocar "nome completo - inscrição".

Serão duas fases do processo seletivo, que são eliminatórias e classificatórias. Na primeira fase, o processo seletivo inclui avaliação do projeto e currículo e histórico escolar; na segunda fase, haverá uma entrevista, que pode ser a distância. O resultado final está previsto para ser homologado em 21 de janeiro de 2015. A previsão é de que as aulas sejam iniciadas em março de 2015, conforme calendário acadêmico.

O objetivo do ICAL é contribuir para a formação de profissionais qualificados, do ponto de vista técnico, político e ético, para os processos de integração da América Latina. “Espera-se que os mestres a serem formados pelo programa façam a diferença ao se vincularem a órgãos públicos, movimentos sociais, organizações internacionais, contribuindo para qualificarem os referidos espaços”, disse o professor Jayme Benvenuto, de Relações Internacionais e Integração, coordenador do PPG-ICAL. O diferencial, de acordo com Jayme, é o estudo da integração no contexto contemporâneo, sem que se perca de vista a perspectiva histórica dos processos integracionistas.

12 de outubro de 2014

Experiencias pedagógicas y políticas lingüísticas en el centro de debate del Congreso Internacional de Lenguas

Experiencias pedagógicas y políticas lingüísticas en el centro de debate del Congreso Internacional de Lenguas

Resistencia, Chaco, Argentina - Tras tres intensas jornadas de trabajo, concluyó el Tercer Congreso Internacional de Lenguas y Dinámicas Identitarias “Hacia un nuevo Bicentenario” que se llevó adelante en el Instituto de Educación Superior San Fernando Rey de Resistencia. Fue organizado por el Ministerio de Educación y declarado de interés Legislativo, Educativo y Provincial.

El congreso conto con la presencia de los docentes, representantes de comunidades originarias y cientos de otros asistentes quienes participaron activamente y construyeron en conjunto a partir de esta identidad pluricultural y plurilingüe que caracteriza al Chaco. “Creo que la presencia permanente de los docentes y representantes de los distintos pueblos nos ha marcado algo interesante”, manifestó la principal impulsora de este congreso Elizabeth Mendoza.

Al momento del cierre la subsecretaria de Interculturalidad y Plurilingüismo del Chaco, Elizabeth Guadalupe Mendoza acompañada de los referentes más importantes de cada pueblo originario y de las direcciones de la subsecretaría a su cargo manifestó su alegría por la posibilidad de construir conocimiento junto representantes de muchas comunidades y miles de docentes de toda la provincia. “El logro de este congreso demuestra que poco a poco y gracias al trabajo que se hace desde el Ministerio de Educación, la temática de la diversidad genera por lo menos curiosidad y esta ha sido un gran paso que nos plantea el desafío de pensar cómo seguimos en esta coexistencia en el respeto, en esta construcción de conocimiento de esta sociedad chaqueña plural que reconoce y se fortalece de sus valores culturales en la etnias qom, mocoit, wichi y de la diversas colectividades”, manifestó.

“Aquí nos animamos a plantear y visibilizar temáticas que estaban ocultas y construir desde cómo esto atraviesa la escuela y también fue el ámbito para replantearnos algunas prácticas y conocer otras que fueron verdaderamente motivadoras”, expresó Mendoza.

El tratamiento de los medios en el panel de cierre
El panel de cierre estuvo conformado por Dante Palma (filósofo, escritor); Claudia Araujo (periodista de Diario Norte), Juan Chico (referente indígena de la Organización Napalpí y Autor del Libro Napalpí) y Darío Gómez (referente provincial del INADI).

La subsecretaria Mendoza, al finalizar el panel manifestó que “aquí se desarrolló el tratamiento de la diversidad no solo en los medios de comunicación, sino también en la vida cotidiana. Lo que nos ayuda a entender que la escuela es el lugar privilegiado para la educación integral, ya que aquí se abarcan dimensiones que van mucho más allá de lo pedagógico, la escuela está atravesada por componentes sociales, culturales y en esto se está trabajando desde principios de 2008 para aprender a reflexionar sobre la diversidad lingüística y cultural”.

“Aun faltando muchísimo, hemos avanzado sobretodo en el reconocimiento a la historia y el presente de cada comunidad, la reparación histórica ha estado y afortunadamente impactó donde es más importante en los formadores. En estos Congresos de lenguas y dinámicas identitarias queda demostrado que la interculturalidad es muy importante, no solo como concepto pedagógico sino como concepto ético, ya que no tenemos otra que caminar juntos” aseveró Mendoza.

Los panelistas
Dante Palma señaló que le gusta participar de los congresos de lenguas porque “además aprendo mucho, me gusta conocer, intervenir y participar de apuestas dinámicas que son ajenas para alguien que vive en la ciudad de Buenos Aires. Escuchar aspectos que tiene que ver con el bilingüismo y la interculturalidad, elementos que son propios de las comunidades particulares de Chaco me nutren mucho y me ayudan a generar nuevos pensamientos, en los cuales trabajo posteriormente”, señaló.

“No solo los medios nacionales, sino incluso los del interior tienen una mirada porteñocentrica de las políticas indígenas, las que repetimos como loros, pero sin interiorizarnos y tener una mirada profunda acerca de las afectaciones de los derechos de los indígenas sin poder tener una mirada general. Este es nuestro desafío”, puntualizó Palma.

Por su parte, la periodista de Norte, Claudia Araujo, manifestó que “lo más importante es trabajar desde la escuela y desde los medios de comunicación, ya que a partir de la Ley de Servicios de Comunicación Audiovisual se habilitaron nuevos espacios a través de radios: escolares, cooperativas y municipales y canales públicos. Pero también a través de espacios informales en los que todos coincidimos en que hace falta seguir trabajando para descolonizar algunas concepciones y hacer más por cuestionarnos también nosotros respecto de la concepción de varias ideas y discursos sobre temas que históricamente nos atravesaron como convivir con lo indígena, con la diversidad sexual, de género y darle un enfoque distinto a mucho de lo que tradicionalmente hacemos como dar clases, escribir una carta de lectores o hacer público un hecho”.

Por su parte, Darío Gómez del Inadi agradeció por la invitación al Congreso, “ya que se nos permitió tomar contacto con tan nutrida participación de docentes y referentes de todas las comunidades, que con el solo hecho de estar acá dejan a las claras un marcado interés de hacerse cargo de lo que representa abordar la inclusión. Son disparadores que quedan y que generan nuevos interrogantes para seguir construyendo y eso es algo muy positivo”, expresó.

La enseñanza y sus buenas prácticas
Cristian Benítez es profesor de las EES N° 100 de Enrique Urien, 10 de Villa Berthet y en el Instituto de Educación Superior de esa localidad. Presentó una experiencia de enseñanza de la lengua extranjera medida por Tics, mostrando los recursos didácticos proporcionados por el Programa Conectar Igualdad que está implementando en los últimos dos años en el aula.

En el panel el docente presentó muestras tangibles de cómo el rendimiento académico de los estudiantes había mejorado a partir de la incorporación de las Tics al aula y contó una secuencia didáctica que están llevando a cabo en la actualidad entrevistando a los inmigrantes de la localidad .

“Me parece propicio y excelente esta posibilidad que nos ofrece el congreso de compartir buenas prácticas porque esto fomenta el reconocimiento al trabajo docente que actualmente está poco valorado, generando que se resignifique lo desarrollado en el aula y seguramente motivará e incentivará a los demás para que puedan llevar adelante proyectos similares y conquistar a sus alumnos para el aprendizaje en todos los espacios”, expresó.

Mabel Filimón de la EES N° 118 del Barrio Mapic de Resistencia, presentó su experiencia de las aplicación de las tics en proyectos educativos, especialmente el de la resignificación del N´Viqué (violín qom) como instrumento musical capas de promover la cultura. “Para nosotros la música autóctona es muy importante porque los qom nacemos con la música adentro y con la ayuda de la comunidad la vamos poniendo en importancia”.

Fonte: Diario Norte

16 de setembro de 2014

Escola pública cria dicionário trilíngue em Ponta Porã (MS)

Escola pública cria dicionário trilíngue em Ponta Porã (MS)

Em 2008, a escola João Calvoso Brembatti aderiu ao Programa das Escolas Interculturais Bilíngues de Fronteira (PEIBF), programa multilateral do Mercosul educacional, que pela primeira vez gerava reflexões sistematizadas sobre as línguas nas escolas de fronteira propondo inciativas para sua potencialização a partir da proposta metodológica do ensino via pesquisa.

O IPOL assessorou a escola na implementação do programa e teve a oportunidade de compartilhar com a equipe os inúmeros desafios e oportunidades para o ensino decorrentes do plurilinguismo ali presente. 

Por essa história compartilhada, é com alegria que divulgamos essa importante inciativa da escola, evidenciando a construção coletiva do conhecimento!  

Assista aqui ao vídeo da reportagem produzida pelo Bom Dia MS.

12 de agosto de 2014

Lançada edição online da revista do I Seminário de Gestão em Educação Linguística da Fronteira do Mercosul (I GELF)

Lançada edição online da revista do I Seminário de Gestão em Educação Linguística da Fronteira do Mercosul (I GELF)

Divulgamos a publicação online da revista do I Seminário de Gestão em Educação Linguística da Fronteira do Mercosul (I GELF), que pode ser visualizada abaixo:


O I GELF foi uma iniciativa idealizada pelo Instituto de Investigação e Desenvolvimento em Política Linguística (IPOL), pelo Instituto Internacional da Língua Portuguesa (IILP), com sede em Cabo Verde-África, e pela União Latina, sediada em Paris. Realizado entre os dias 20 e 22 de julho de 2011, na Universidade Estadual do Oeste do Paraná (UNIOESTE), Foz do Iguaçu-PR na tríplice fronteira, reuniu especialistas de seis países diferentes para ministrar palestras a partir de experiências amplamente diversas, contribuindo, desta forma, para uma discussão coerente das questões que se interpõem à gestão da educação linguística das fronteiras.

Vinculado ao I GELF, a revista Ideação, da UNIOESTE, publicou o dossiê "Gestão em Educação Linguística de Fronteira", cuja edição online pode ser acessada aqui.

Para maiores informações sobre o I GELF, acesse aqui o site do evento.

Fonte: e-Ipol

7 de agosto de 2014

Abertas inscrições para o GT "Plurilinguismo na Escola e na Sociedade" no XI Encontro do Celsul em Chapecó-SC

Abertas inscrições para o GT "Plurilinguismo na Escola e na Sociedade" no XI Encontro do Celsul em Chapecó-SC

Informamos que estão abertas, até 19 de agosto, as inscrições de participantes com apresentação de trabalhos em Grupos de Trabalho (GT) no XI Encontro do Celsul - Círculo de Estudos Linguísticos do Sul!

O XI Encontro do Celsul acontecerá na UFFS, campus Chapecó, de 12 a 14 de novembro de 2014.

Dentre as propostas de grupos participantes está o GT "Plurilinguismo na Escola e na Sociedade", coordenado pelos professores Cléo Vilson Altenhofen (UFRGS) e Maristela Pereira Fritzen (FURB-Blumenau).

Confira a seguir o resumo do GT:

O Grupo de Trabalho “Plurilinguismo na escola e na sociedade” tem por objetivo central promover a interlocução entre pesquisadores que têm como foco em seus estudos a temática do plurilinguismo na sua interface entre a escola e a sociedade. Mais precisamente, o GT busca analisar e debater as inter-relações entre o ensino de línguas, de modo geral, e as línguas ou variedades "da vida real", efetivamente usadas no contexto social local e global. Com isso, busca-se abranger e visibilizar projetos e pesquisas desenvolvidas em diferentes situações de usos linguísticos, seja em contextos de fronteira, seja em grupos sociais de minorias linguísticas, seja ainda em contextos desfavorecidos de periferia urbana e rural, incluindo o ensino de línguas adicionais de maior ou menor prestígio no âmbito internacional. Ao lado dessa base de discussão, de ordem mais empírica, o GT objetiva aprofundar aspectos teóricos e metodológicos da pesquisa e promoção do ensino de línguas em contextos plurilíngues. São tópicos para os quais se esperam contribuições relevantes: Educação linguística e plurilinguística. Escolas bilíngues e de fronteira. Relações entre ensino de português e de línguas adicionais. Variação linguística no ensino. Plurilinguismo e interdisciplinaridade no currículo escolar. (Pluri)letramento. Abordagens plurais no desenvolvimento de uma competência plurilíngue. Projetos de conscientização linguística (language awareness e awakening to language). Políticas de línguas minoritárias. Inventário da diversidade linguística brasileira. Discriminação linguística. Ações de revitalização linguística. Representações sobre línguas adicionais. Línguas minoritárias e formação de professores. Desenvolvimento de materiais de apoio ao ensino e promoção da pluralidade linguística. Espera-se, por fim, que o presente GT impulsione a reflexão sobre a dimensão política e ética dos processos teóricos e metodológicos do fazer pesquisa em cenários sociolinguisticamente complexos, em que o plurilinguismo constitui um aspecto-chave para a produção do conhecimento e a construção de uma educação reflexiva e integrada, inclusiva e de qualidade.


Para mais informações, acessem <http://www.celsul.org.br> e curtam a fanpage no Facebook <https://www.facebook.com/profile.php?id=100008261348197&fref=ts>.

11 de junho de 2014

Universidade de Cabo Verde Debate “Línguas em Contato” no 5º GELIC

V Seminário Internacional do Grupo de Estudos de Línguas em Contato (GELIC)

A Reitora da Universidade de Cabo Verde fez a abertura do V Seminário Internacional do Grupo de Estudos de Línguas em Contato (GELIC), que aconteceu nos dias 05 e 06, no Auditório do Campus do Palmarejo.

O evento científico que congrega estudiosos do fenómeno das Línguas em Contacto, já na sua quinta edição, chegou à Universidade de Cabo Verde, que celebra o "2014. Ano da Língua Cabo-Verdiana na Uni-CV".

Os congressistas chegaram de universidades parceiras em países como Portugal, Brasil, Alemanha, França, Estados Unidos, para em intercâmbio com os estudantes e docentes-investigadores da Uni-CV descreverem aspetos gramaticais do cabo-verdiano e do português falado em Cabo Verde, bem como, refletirem sobre as consequências sociais, políticas e linguísticas do contacto que as línguas nacionais de Cabo Verde, ou seja, o cabo-verdiano e o português, mantêm entre si e com outras línguas que com elas coexistem neste contexto.

Na abertura deste V Seminário Internacional do GELIC, a magnífica Reitora, professora Doutora Judite Nascimento, deu as boas-vindas aos congressistas e congratulou-se com o facto de que, pela primeira vez, o Seminário Internacional do Grupo de Estudos de Línguas em Contato transpôs as fronteiras do Brasil e, rumo à sua internacionalização, chega à Universidade de Cabo Verde. Abre-se assim "uma nova etapa da sua internacionalização que começa num estado-arquipélago vocacionado para os contactos entre mundos que até então se desconheciam", afirmou a Reitora acrescentando que "este fenómeno é tão familiar ao nosso contexto nacional que, bem se pode dizer, nem o percebemos enquanto tal, um fenómeno. Mas é-o e, como fenómeno é objeto de estudo científico de diversas áreas das ciências.

Baixe aqui o discurso da Magnífica Reitora, na abertura do V Seminário GELIC - Grupo de Estudos sobre Línguas em Contacto.

Fonte: E-Ipol.org

1 de junho de 2014

Professora relata sua experiência sobre os benefícios de aprender uma segunda língua na infância

Bonjour ou Guten Morgen?
Marina Caetano

Em abril saiu uma matéria na revista Crescer sobre Crianças Bilíngues (ver aqui e também aqui), que trata dos benefícios de se aprender uma segunda língua ainda na primeira infância e, inspirada nessa reportagem, resolvi escrever sobre a minha experiência com o bilinguismo.

Já havia alguns anos que eu trabalhava como professora de inglês, quando resolvi fazer um intercâmbio como au pair na Alemanha. Para quem não conhece: o trabalho de um au pair envolve cuidar de crianças em outro país com o objetivo de assimilar outra cultura e consequentemente outra língua estrangeira. A família para a qual eu trabalhei era franco-alemã: o pai alemão e mãe francesa. Em casa se falavam as duas línguas (além do inglês, que era a língua secreta entre os pais quando eles queriam falar algo que os filhos não pudessem ouvir). E, antes de pisar em solo alemão, eu estava curiosa e desconfiada - como seria crescer numa casa onde se falam duas línguas? Haveria problemas na assimilação de uma ou mesmo das duas línguas? Já havia dado aula para crianças, e sabia que elas poderiam surpreender, mas ainda assim estava extremamente ansiosa para ver de perto toda essa configuração linguística completamente nova para mim.

Minha primeira surpresa foi a naturalidade com as quais as "kinder" trocavam de idioma. No café da manhã, sentávamos todos juntos com o pai em uma ponta e a mãe na outra e a conversa na mesa era uma grande e maravilhosa babel na qual eu amava me perder todos os dias... Mas, deixando a nostalgia de lado, voltemos ao que importa: os pais expuseram as crianças desde muito cedo ao convívio natural com as duas línguas, portanto as crianças demonstravam apreender aquelas duas línguas da mesma maneira que a maioria das pessoas aprende somente uma. As crianças aprendiam rápido com quem deveriam falar determinada língua: com a mãe e comigo era o francês, com o pai e com os amiguinhos em alemão. Além disso, ainda houve um contato com uma terceira língua, já que eu só conhecia cantigas de ninar em português; dentro de algum tempo me surpreendia com os mais novos cantarolando 'Teresinha de Jesus'. Portanto o aprendizado de uma terceira língua também acabou se tornando um processo natural e espontâneo, já que era de alguma forma, parecido com a aquisição das outras duas.

Ao voltar ao Brasil, continuei trabalhando com línguas e, em 2012, conheci o trabalho do BIA Interface e fui chamada para trabalhar numa escola infantil em um projeto bilíngue desenvolvido pelo curso. Estava extremamente empolgada com a possibilidade de trabalhar mais uma vez próxima ao bilinguismo, mas me encontrava novamente ansiosa pelo desafio. Jamais esquecerei meu nervosismo ao descobrir que a primeira aula teria como tema Guy Fawkes. "Mas como eu vou passar isso para crianças de 4 anos?" "Será que elas vão conseguir entender?" Nesses anos que venho trabalhando com criança, uma coisa eu aprendi como um mantra: "Jamais subestime o poder de aprendizado dos pequenos". Contrariando as minhas expectativas, os pequenos não apresentaram nenhum problema com o tema e muito menos com o vocabulário apresentado, porém não posso deixar de reconhecer que essa desenvoltura é também estimulada em grande parte pela maneira como se desenrola o aprendizado.

E a constatação que se seguiu é que a metodologia do projeto bilíngue do Bia Interface foi extremamente importante nesse desenvolvimento. Afinal o estímulo durante as aulas é fundamental para o aprendizado. A didática e a dinâmica das aulas possuem muitos aspectos em comum em relação à família bilíngue com a qual trabalhei e da qual eu destaco alguns pontos.

1. De novo o mantra: Não subestime o poder de aprendizado de uma criança, independente da idade.

2. Utilize a língua com naturalidade, evite traduções e diálogos sanduíches (Misturar palavras em inglês com português numa frase).

3. Dinâmica com músicas e livros. Nas aulas do BIA, assim como na criação dos pequenos germano-franceses, há sempre uma história ou música na língua que está sendo aprendida. Além disso, músicas e livros estão intrinsecamente relacionados à cultura, que obviamente é um fator importante no aprendizado.

Durante o processo de aprendizado de uma língua estrangeira, muitas metodologias acabam se esquecendo dessa naturalidade do aprendizado da língua materna e a aquisição de uma segunda (ou mesmo terceira) língua se torna algo um tanto ou quanto complicado e muitas vezes entediante. É só olhar o modelo de ensino de inglês da maioria das escolas brasileiras, nas quais se praticam apenas duas habilidades: leitura e gramática. Seja para crianças pequenas ou para os maiores pode-se perceber que os métodos tradicionais muitas vezes vão à contramão do aprendizado natural da língua materna. A proposta do aprendizado bilíngue é exatamente se utilizar as habilidades de aquisição da língua materna no aprendizado de uma segunda língua. Pode parece lugar comum, mas ainda vale ser repetido que para os pequenos aprender brincando, sem nem perceber que se está aprendendo, ainda é a melhor maneira de aprendizado.

Fonte: Brasil 247

29 de maio de 2014

Seminário Internacional de Regiões de Fronteiras

Seminário vai discutir desenvolvimento das cidades de fronteira

A criação de uma legislação específica para essas regiões será um dos temas abordados no evento organizado pela Presidência da República com apoio de Itaipu. Ministérios terão plantão para atender prefeitos

Os desafios e as oportunidades para o processo de integração dos municípios das fronteiras do Mercosul serão discutidos nos dias 29 e 30 de maio, em Foz do Iguaçu. 

O Seminário Internacional de Regiões de Fronteiras “Desafios para a cooperação transfronteiriça” é organizado pela Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, Parque Tecnológico Itaipu e Itaipu Binacional. 


A abertura será no dia 29, a partir das 9 horas, no Cineteatro dos Barrageiros, no Parque Tecnológico Itaipu. Toda a programação é gratuita e aberta ao público em geral. A programação pode ser consultada no site www.dialogosfederativos.gov.br/seminario ou na imagem abaixo.

Programação (clique na imagem para ampliar)
Lideranças latino-americanas
Além de gestores dos estados e municípios da fronteira brasileira, são esperados lideranças políticas, acadêmicos e membros da sociedade civil do Brasil e dos outros países do bloco (Argentina, Paraguai, Uruguai e Venezuela).

“É preciso criar políticas de desenvolvimento nas localidades fronteiriças respeitando as diversidades de cada uma” destaca o ministro-chefe da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, Ricardo Berzoini.

A faixa de fronteira do Brasil com dez países sul-americanos abrange 588 municípios e ocupa 27% do território nacional. Nessa região vivem cerca de 10 milhões de pessoas.

Entre os temas que serão tratados estão a criação de uma legislação específica que contemple problemas comuns nas cidades gêmeas (municípios de países diferentes cortados pelas linhas de fronteiras com potencial de integração econômica ou cultural), e o estímulo à formação de consórcios intermunicipais transfronteiriços.

Gestores públicos poderão consultar programas de 10 ministérios
Os gestores públicos que participarem do Seminário irão receber atendimento individualizado sobre programas e ações de pelo menos dez ministérios. 

Representantes das pastas de cidades, cultura, desenvolvimento agrário, desenvolvimento social, educação, integração, justiça, planejamento, saúde e turismo já confirmaram presença. A proposta é que cada ministério apresente suas políticas direcionadas para essas regiões do País.

O evento tem o apoio do Gabinete de Segurança Institucional e Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República e Ministérios do Planejamento, Justiça, Integração Nacional e Relações Exteriores. A Associação Brasileira de Municípios (ABM), a Confederação Nacional de Municípios (CNM), a Frente Nacional de Prefeitos (FNP) apoiam a iniciativa.

Como participar
As inscrições podem ser realizadas no dia do evento, em uma tenda montada pelo PTI ao lado da Central de Cadastramento de Itaipu (lado esquerdo da barreira). 

Serviço:
O que: Seminário Internacional de Regiões de Fronteiras
Quando: 29 e 30 de maio
Onde: Parque Tecnológico de Itaipu- Foz do Iguaçu (PR)
Investimento: Gratuito
Inscrições no local do evento e programação pelo site www.dialogosfederativos.gov.br/seminario

(Itaipu Binacional)

Fonte: H2FOZ

14 de maio de 2014

II Jornadas Internacionais Descobrindo Culturas em Língua Portuguesa

As II Jornadas Internacionais Descobrindo Culturas em Língua Portuguesa acontecerão na Facultad de Lenguas, Universidad Nacional de Córdoba, Argentina, de 11 a 14 de novembro de 2014. Inscrições abertas.


Abaixo apresentamos a fundamentação das II Jornadas. Para maiores informações, visite as páginas do evento, em português e em espanhol.

Levando em consideração o grande sucesso de nossa primeira edição das Jornadas Internacionais Descobrindo Culturas em Língua Portuguesa, lançamos a primeira circular da segunda edição que se realizará na Facultad de Lenguas da UNC – Argentina. É nosso desejo ampliar a participação com professores e pesquisadores de vários países do mundo e manter nosso firme intercâmbio de experiências e saberes no campo da Língua e das Culturas do vasto Mundo Lusófono. Por isso, pretendemos abordar nas II JORNADAS DESCOBRINDO CULTURAS EM LÍNGUA PORTUGUESA, eixos como a língua, a diversidade e as culturas, as políticas e os direitos linguísticos, o currículo e as perspectivas didáticas, a linguística aplicada ao ensino de português como língua estrangeira e materna, a análise do discurso, a sociolinguística, a pragmática, questões de fonética e fonologia, literatura e interculturalidade, abordagens de literatura relacionadas diretamente com o ensino de português língua estrangeira, as novas tecnologias da comunicação e da informação no ensino da língua e da cultura na educação em língua portuguesa, as abordagens plurais no ensino de línguas estrangeiras, nomeadamente a intercompreensão em línguas romances, a tradução e a interpretação, a linguística contrastiva e finalmente o binômio língua e sustentabilidade. Estes serão os eixos norteadores de nossas jornadas.