Mostrando postagens com marcador Publicação Acadêmica. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Publicação Acadêmica. Mostrar todas as postagens

8 de março de 2015

Habitar la Frontera: Sentir y pensar la descolonialidad

Habitar la Frontera: Sentir y pensar la descolonialidad (Antología, 1999-2014)
Autor: Walter D. Mignolo
Francisco Carballo y Luis Alfonso Herrera (Prólogo y selección)
514 págs. 14 X 22 Rústica – Edición: 2015 [Colección Interrogar la actualidad nº 36]
ISBN 13: 978 84 92511 44 0 – ISSN: 978 84 92511 44 0

«La fuerza y la energía del pensamiento descolonial estuvo siempre ahí, en la exterioridad, en lo negado por el pensamiento imperial/colonial».

«El giro descolonial es la apertura y la libertad del pensamiento y de formas de vida (economías-otras, teorías políticas-otras), la limpieza de la colonialidad del ser y del saber; el desprendimiento del encantamiento de la retórica de la modernidad, de su imaginario imperial articulado en la retórica de la democracia».

«Desengancharse quiere decir, de nuevo, estar en la frontera: tener que vivir en un mundo que es como es y trabajar no para cambiar este mundo, sino para construir otro a partir de las ruinas del mundo en el que estamos viviendo».

«No se trata de hacer un arte descolonizador o pintura descolonizadora, sino de instrumentar proyectos descolonizadores que se manifiestan también en la pintura y en la filosofía, la ciencia, el teatro y en tantos otros medios ya hechos o que iremos inventando».

Esta antología recoge, por primera vez, algunas de las contribuciones más significativas de Walter Mignolo a la «opción descolonial». Nos referimos a una práctica político-intelectual que se distingue por hacer una crítica de la idea de modernidad desde la periferia, desde su exterioridad; que se atreve, en definitiva, a cuestionar las palabras sobre las que se ha levantado el edificio de la civilización occidental: belleza, ciencia, democracia, desarrollo, Estado, ley, mercado, modernización, objetividad, progreso, universalismo.

Los textos aquí reunidos coinciden en el tiempo y en los temas tratados con las monografías publicadas por Mignolo durante los últimos quince años.

El volumen se divide en cinco secciones y un epílogo: modernidad/colonialidad; conocimiento y desobediencia epistémica; fijando posiciones; hacia una política descolonial y estéticas descoloniales. Cada apartado se abre con una entrada donde se explica el contexto en el que los capítulos fueron escritos y publicados en su versión original, y se cierra con una entrevista en la que se invita al autor a clarificar sus opiniones, así como a dialogar con distintas realidades y variadas tradiciones académicas. El epílogo – escrito exprofeso para esta antología – es un mirar hacia el futuro; advertir lo que sigue para el pensamiento y la acción descoloniales.


SUMARIO
Agradecimientos
Prólogo
0. Walter D. Mignolo, pensador descolonial, Francisco Carballo y Luis Alfonso Herrera
I. Modernidad/colonialidad
1. Anecdotario I
2. La colonialidad: la cara oculta de la modernidad
3. La colonialidad a lo largo y a lo ancho: el Hemisferio Occidental en el horizonte colonial de la modernidad
4. Pensamiento descolonial y desoccidentalización: conversación con Francisco Carballo
II. Conocimiento y desobediencia epistémica
5. Anecdotario II
6. Espacios geográficos y localizaciones epistemológicas: la ratio entre la localización geográfica y la subalternización de conocimientos
7. Cambiando las éticas y las políticas del conocimiento: lógica de la colonialidad y poscolonialidad imperial
8. Geopolítica de la sensibilidad y del conocimiento: sobre descolonialidad, pensamiento fronterizo y desobediencia epistémica
9. Las geopolíticas del conocimiento y colonialidad del poder: conversación con Catherine Walsh
III. Fijando posiciones
10. Anecdotario III
11. La razón poscolonial: herencias coloniales y teorías poscoloniales
12. La opción descolonial: desprendimiento y apertura. Un manifiesto y un caso
13. Sobre La idea de América Latina: conversación con Antonio Lastra
IV. Hacia una política descolonial
14. Anecdotario IV
15. El vuelco de la razón: sobre las revoluciones, independencias y rebeliones de finales del xviii y principios del xix
16. La revolución teórica del zapatismo: consecuencias históricas, éticas y políticas
17. Pensamiento fronterizo y representación: conversación con María Iñigo Clavo y Rafael Sánchez Mateo Paniagua
V. Estéticas descoloniales
18. Anecdotario V
19. Aesthesis descolonial
20. Activar los archivos, descentralizar a las musas: el Museo de Arte Islámico de Doha y el Museo de las Civilizaciones Asiáticas de Singapur
21. Estéticas descoloniales: conversación con Francisco Carballo
Epílogo, Walter D. Mignolo
Referencias bibliográficas
- Sección I
- Sección II
- Sección III
- Sección IV
- Sección V
- Epílogo


Fonte: e-IPOL

2 de março de 2015

Nova publicação do IPOL: Mapas linguísticos do OBEDF

Nova publicação do IPOL: Mapas linguísticos do OBEDF

O resultado da pesquisa apresentada nesta publicação, na forma de mapas linguísticos, constitui um panorama sobre as línguas declaradas como sendo faladas pela comunidade escolar dos municípios de Ponta Porã (MS), Guajará-Mirim (RO) e Epitaciolândia (AC), observando os modos de uso e lugares de circulação das diferentes línguas e dando visibilidade para esse traço evidentemente importante da região fronteiriça, que se singulariza pela diversidade linguística e cultural. O objetivo do livro é apresentar espacialmente as línguas que circulam nas zonas de fronteira pesquisadas e proporcionar aos professores e alunos dos anos finais do Ensino Fundamental e do Ensino Médio elementos para discussão em sala de aula sobre a diversidade linguística no Brasil.

Acabamos de receber da gráfica os exemplares de nossa mais recente publicação: o livro OBEDF – Observatório da Educação na Fronteira: Mapas Linguísticos, de Márcia R. P. Sagaz e Rosângela Morello (Florianópolis: IPOL; Editora Garapuvu, 2014, 40p.).

Diante do quadro de promoção e reconhecimento das línguas brasileiras nos últimos anos, uma questão motivou a realização do projeto Observatório da Educação na Fronteira (OBEDF): “se há tantas línguas no Brasil, como as crianças que aprenderam a falar em outra língua e não sabem ou sabem pouco português aprendem a ler, a escrever, a fazer contas e outros conteúdos quando vão à escola brasileira?”.

Assim, o projeto OBEDF, financiado pela Coordenação de Pessoal de Ensino Superior (CAPES), através do Edital 038/2010/CAPES/INEP, com coordenação interinstitucional envolvendo a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), a Universidade Federal de Rondônia (Unir), no âmbito do Observatório da Educação (OBEDUC/CAPES) e escolas da rede pública de ensino dos municípios de Ponta Porã (MS), Guajará Mirim (RO) e Epitaciolândia (AC), desenvolveu suas atividades entre 2010 e 2013.

Nesse contexto, o projeto OBEDF, em parceria com o IPOL, realizou, dentre outras ações, uma série de levantamentos, constituindo um quadro sobre as línguas declaradas como sendo faladas pela comunidade escolar dos três municípios citados acima, observando os modos de uso e lugares de circulação das diferentes línguas e dando visibilidade para esse traço evidentemente importante da região fronteiriça, que se singulariza pela diversidade linguística e cultural.

A partir dos levamentos, o IPOL responsabilizou-se então pela condução das pesquisas do diagnóstico para o qual contou com uma equipe formada por linguistas e profissionais de Letras e também com a colaboração de bolsistas de graduação e pós-graduação do OBEDF nas discussões que nortearam o trabalho.

O diagnóstico da situação das línguas nas escolas tem como objetivo amplo conhecer as línguas que os alunos, o corpo docente, o pessoal de apoio/funcionários e os gestores falam, conhecem, entendem e com as quais se identificam, assim como o contexto de imersão, a cidade,a fronteira. Com essas informações, objetiva-se proporcionar aos docentes e gestores reflexão sobre a presença de outras línguas, além do português, nas escolas.

Os mapas linguísticos do OBEDF foram desenvolvidos a partir dos dados coletados no diagnóstico sociolinguístico por equipe multidisciplinar e têm como foco apresentar espacialmente as línguas que circulam nas zonas de fronteira pesquisadas e proporcionar aos professores e alunos dos anos finais do Ensino Fundamental e do Ensino Médio elementos para discussão em sala de aula sobre a diversidade linguística no Brasil.

Professores de todas as áreas podem lançar mão desta publicação. As áreas do conhecimento, tais como Geografia, Matemática, História, Língua Portuguesa e Línguas Estrangeiras, encontram aqui elementos para discussão e pesquisa de ensino-aprendizagem que podem ser desenvolvidas em sala de aula.

Assim, a pergunta sobre as crianças, suas línguas e seu aprendizado na escola motivou-nos a realizar este trabalho. Acreditamos que a partir dele muitos outros questionamentos podem estimular professores e alunos à construção do conhecimento.

O livro tem distribuição gratuita e será enviado para instituições de ensino (escolas, universidades) durante o ano de 2015. Se o pesquisador ou professor quiser um exemplar, precisa entrar em contato pelo e-mail ipol.coordenacao@gmail.com solicitando o envio. As despesas de correio são por conta do solicitante.

Apresentamos a seguir o Sumário da publicação.

Foto: Márcia Sagaz (clique na imagem para ampliar)
Sumário
Apresentação
1 Diagnóstico Sociolinguístico
1.1 Escolas participantes
1.2 Dados coletados
2 As cidades e seus aspectos linguísticos
Ponta Porã (MS): fronteira seca
Guajará-Mirim (RO): pérola do Mamoré
Epitaciolândia (AC): município independente
3 Mapeamento das línguas
3.1 Guia de Símbolos
3.2 Línguas Declaradas
3.3 Sobre os Mapas: Arranjo Geral
Mapa 1 – Línguas declaradas / Línguas indígenas declaradas
Mapa 2 – Arranjo geral
3.4 Sobre os Mapas: Mapas Temáticos
Mapa 3 – Espanhol Proficiência em Leitura
Mapa 4 – Espanhol língua materna – Língua do lar
Mapa 5 – Guarani língua materna – Língua do lar / Guarani âmbitos de uso
Mapa 6 – Espanhol âmbitos de uso
Mapa 7 – Atitudes linguísticas
Mapa 8 – Português língua materna – Língua do lar e âmbitos de uso
Referências

Fonte: e-IPOL

26 de fevereiro de 2015

Gestão do multilinguismo na fronteira é tema de Tese de Doutorado

Gestão do multilinguismo na fronteira é tema de Tese de Doutorado


Na última terça-feira, Isis Ribeiro Berger, professora da UNIOESTE e aluna do Programa de Pós-Graduação em Linguística da UFSC, defendeu sua Tese de Doutorado sobre gestão do multilinguismo em escolas brasileiras de Ponta Porã, município situado na fronteira Brasil – Paraguai. A tese desenvolvida sob a orientação do Prof. Dr. Gilvan Müller de Oliveira teve como recorte espaço-temporal as ações e encaminhamentos do Observatório da Educação na Fronteira (OBEDF), projeto coordenado pela Profª Drª Rosângela Morello entre 2011 e 2013.

A Banca Avaliadora da Tese foi constituída pelos professores Drª Eliana Sturza (UFSM), Prof. Dr. Cléo Altenhofen (UFRGS), Profª Drª Cristine Severo (UFSC), Prof. Dr. Felício Margotti (UFSC) e Profª Drª Rosângela Morello, que coordena o Instituto de Investigação e Desenvolvimento em Políticas Linguísticas (IPOL).

A tese contribui com a construção de uma ótica para análise do fenômeno da gestão do multilinguismo na fronteira entrelaçando saberes de diferentes campos do saber (a exemplo da Geografia, Sociologia e Filosofia) e conferindo visibilidade ao papel dos educadores como gestores dos espaços das línguas nas escolas e como gestores das fronteiras. Em sua análise a autora aborda diferentes mecanismos que reforçam o funcionamento monolíngue das escolas e contrapõe o quadro político-linguístico-educacional à realidade multi/plurilíngue na qual os educadores dessa fronteira estão inseridos. Partindo dessa análise, a pesquisadora contribui com a identificação de diferentes práticas escolares cotidianas de gestão do multi/plurilinguismo e análise de tentativas de promoção do multilinguismo nas escolas à luz das diferentes orientações político-linguísticas propostas por Ruiz (1984): língua-enquanto-problema, língua-enquanto-direito, língua-enquanto-recurso.  


Dentre os diversos tópicos debatidos durante a defesa, destacou-se a importância da construção da visibilidade das demandas linguístico-educacionais existentes nas fronteiras nacionais como parte das necessárias ações ainda a serem desenvolvidas no âmbito das políticas públicas. Com relação aos aspectos levantados pelos avaliadores, foi ressaltado o importante papel que as escolas possuem na tarefa de desconstrução de imaginários e representações em torno das línguas e das fronteiras.

A tese de Isis Ribeiro Berger foi aprovada e constitui-se como uma contribuição importante entre um conjunto de ações, projetos e pesquisas que vem sendo desenvolvidas no âmbito da Política Linguística com a participação, acompanhamento e assessoramento e do IPOL.

Fonte: e-IPOL.org

23 de fevereiro de 2015

Defesa de Tese de Doutorado a partir de pesquisa no âmbito do OBEDF

“Gestão do multi/plurilinguismo em escolas brasileiras na fronteira Brasil-Paraguai”


Nesta terça, 24 de fevereiro de 2015, será realizada, no Campus da UFSC, a defesa da tese intitulada “Gestão do multi/plurilinguismo em escolas brasileiras na fronteira Brasil-Paraguai”. A tese de autoria de Isis Ribeiro Berger, bolsista do OBEDF (Observatório da Educação na Fronteira) e aluna do programa de pós-graduação em Linguística da UFSC, foi desenvolvida sob a orientação do Prof. Dr. Gilvan Muller de Oliveira.

O trabalho aborda a gestão da presença e do lugar das línguas nos espaços de escolas brasileiras situadas na fronteira Ponta Porã (Brasil) - Pedro Juán Caballero (Paraguai) e parte de pesquisa realizada de 2011 a 2013 entre educadores de duas escolas situadas em Ponta Porã, no âmbito do Projeto Observatório da Educação na Fronteira coordenado pela Profª Drª Rosângela Morello.

A pesquisa participa de um conjunto de ações com vistas à construção de um espaço de visibilidade das demandas linguístico-educacionais existentes nas fronteiras, que tem sido possível no recente quadro político, que vem tornando visíveis tanto a coexistência de línguas no âmbito do território nacional como a compreensão das fronteiras enquanto potenciais espaços à integração.

Abaixo apresentamos o Resumo da tese.

Resumo
Esta tese aborda a gestão do multi/plurilinguismo em escolas brasileiras na fronteira Brasil – Paraguai e foi desenvolvida sob a ótica Política Linguística, ou seja, entrelaçando saberes constituídos em diferentes campos (Antropologia, Geografia, Linguística Aplicada, Sociologia e Sociolinguística). A partir da busca pela compreensão do fenômeno da gestão de línguas em sua relação com a gestão de fronteiras e de como esse encontro ocorre no âmbito dos espaços escolares, a tese analisa e discute se e como educadores de escolas brasileiras, localizadas em uma fronteira seca multi/plurilíngue, inscrevem-se no processo de gestão de línguas. No que tange ao quadro teórico, são apresentadas as noções de território e fronteira e de que forma tais conceitos se relacionam à gestão de línguas, aqui definida como a administração da presença e do lugar das línguas em dada sociedade ou dado espaço social, por meio de ações/estratégias/práticas adotadas por uma variedade de agentes que exercem algum nível de poder local/social, intervindo nos usos e nas relações dos falantes com as línguas. Entende-se, ainda, que tais intervenções são perpassadas por diferentes orientações político-linguísticas. No que concerne à metodologia, a pesquisa concilia diferentes procedimentos de geração e coleta de dados alinhados ao desenvolvimento das ações do projeto Observatório da Educação na Fronteira (OBEDF) entre 2011 e 2013, tomando como recorte espaço-temporal os encaminhamentos e as ações desenvolvidos entre/por educadores das escolas participantes do projeto, situadas em Ponta Porã, na fronteira Brasil – Paraguai. Partindo da discussão do quadro de gestão político-linguístico-educacional de que os educadores participam, no contraponto com o ambiente sociolinguístico e socioeducacional em que desenvolvem suas ações, a tese argumenta que esses educadores são gestores de línguas e gestores da fronteira e identifica diferentes práticas/ações de gestão do multi/plurilinguismo por eles mediadas no decurso do projeto OBEDF. Nesse sentido, propõe-se que algumas dessas práticas/ações sejam tomadas como potencialidades à proposição e à qualificação de políticas linguístico-educacionais voltadas à promoção do multi/plurilinguismo na fronteira, com vistas à integração linguístico-cultural entre os países vizinhos. Resultam da pesquisa considerações sobre como a metodologia do projeto promoveu novas conformações do olhar entre os envolvidos, bem como questões para subsidiar a reflexão/ação dos educadores acerca de seus papéis enquanto gestores de línguas, do multi/plurilinguismo e das fronteiras. Dessa forma, a tese contribui para a visibilidade do fenômeno da gestão do multi/plurilinguismo em escolas na fronteira e igualmente para a visibilidade do papel desempenhado por educadores nesse processo.

Palavras-chave: Gestão do multi/plurilinguismo. Educadores-gestores. Fronteira Brasil – Paraguai. OBEDF.

Fonte: e-IPOL.org

3 de fevereiro de 2015

Disponibilizada versão digital do livro "Lingua e identidade na fronteira galego-portuguesa"

Disponibilizada versão digital do livro "Lingua e identidade na fronteira galego-portuguesa"

Lingua e identidade na fronteira galego-portuguesa / Xulio Sousa, Marta Negro Romero, Rosario Álvarez, editores. Santiago de Compostela: Consello da Cultura Galega, 2014. 283 p.  (Ensaio & Investigación) DL. C 1656-2014. - ISBN 978-84-92923-60-1. Baixar aquí o pdf.

A fronteira entre Galicia e Portugal ten sempre a capacidade de atraer unha atención inquiridora e de provocar sentimentos encontrados. Di Castelao que non se soubo o que lle respondeu o vello ao rapaciño que, na beira do Miño, formulou en voz alta o pensamento – ou sentimento – que a tantos trae aqueloutrados, «E os da banda d’alá son máis estranxeiros que os de Madrí?». Deulle forma de pregunta ao seu desconforto ante o paradoxo, mais é probable que non agardase unha resposta. 

Desde longa data, cada certo tempo, en espazos de encontro entre lingüistas galegos e portugueses, a conversa, a ollada, o interese... viñan recalando na raia que asemade nos une e nos separa, de modo que paseniñamente se foi facendo urxente colocar no centro da nosa atención esta fronteira galego-portuguesa que todos dan en dicir que está entre as máis antigas de Europa. Pouco sabemos dos criterios con que foi trazada en orixe nin, polo tanto, en que medida respondía a trazos antropolóxicos, lingüísticos, xeográficos ou doutro teor. A raia atravesou as terras do antigo reino de Galicia e partiu en dous o territorio constitutivo do protorromance galego, do que logo habían xurdir a lingua galega e a lingua portuguesa.

23 de outubro de 2014

Lançado o livro "Fá d’ambô: herança da Língua Portuguesa na Guiné Equatorial"

Lançado o livro "Fá d’ambô: herança da Língua Portuguesa na Guiné Equatorial"

Rosângela Morello e Gilvan Müller de Oliveira
Em 15 de outubro de 2014, durante o Colóquio A Língua Portuguesa, o multilinguismo e as novas tecnologias das línguas no século XXI, realizado em Belo Horizonte no Campus II do CEFET de Minas Gerais, foi lançado o livro Fá d’ambô: herança da Língua Portuguesa na Guiné Equatorial

O livro assinado por Armando Zamora Segorbe (Linguista e professor da Universidade Nacional da Guiné Equatorial), Gilvan Müller de Oliveira (Linguista e professor da Universidade Federal de Santa Catarina) e Rosângela Morello (Linguista e Coordenadora Geral do Instituto de Investigação e Desenvolvimento em Política Linguística) é resultado de pesquisas realizadas em campo, em 2012, como parte de um protocolo de cooperação entre o Instituto Internacional da Língua Portuguesa (IILP) e o Governo da Guiné Equatorial.  As temáticas abordadas pelos autores promovem uma visibilização das relações histórico-culturais do fá d’ambô com a língua portuguesa na Guiné Equatorial e situam questões para a gestão dessas e outras línguas no país.  A publicação do livro dialoga, ainda, com as ações em torno da promoção da língua portuguesa no país decorrente de sua oficialização ocorrida no final de 2011. Conforme Oliveira, a Guiné Equatorial é hoje o único país do mundo cujos idiomas oficiais são as três grandes línguas românicas (o espanhol, o francês e o português). 

A República da Guiné Equatorial, que desde julho de 2014 faz parte da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), situa-se no oeste da África Central e seu território é constituído por províncias continentais e insulares. Dentre as províncias insulares da Guine Equatorial encontra-se a ilha de Ano Bom, onde atracaram os portugueses em 1471, período das grandes navegações, deixando nesse lugar sua herança linguística hoje verificada no fá d’ambô, crioulo de base lexical portuguesa. 

O livro expõe um breve panorama histórico da ilha de Ano Bom em sua relação com a língua portuguesa, situa a história do fá d’ambô, descreve diversos aspectos linguísticos da ‘língua annobonesa’, nas palavras de Segorbe, bem como analisa o fá d’ambô no contexto plurilíngue da Guiné Equatorial a partir de dados coletados por meio de um intenso trabalho em campo realizado segundo a metodologia de diagnósticos linguísticos e sociolinguísticos. As pesquisas de campo foram desenvolvidas em março de 2012 em Malabo (capital do país) e entorno entre comunidades annobonesas e na pequena ilha de Ano Bom, sob a coordenação da Profa. Dra. Rosângela Morello.

Conforme as palavras de Oliveira, então Diretor Executivo do Instituto Internacional da Língua Portuguesa, o livro contribui para “a compreensão das regiões onde o português é usado, ou onde fenômenos linguísticos que tiveram sua origem no português ocorrem”.

Em entrevista realizada com Morello por ocasião do lançamento do livro, a autora relaciona o crescimento de interesse pela língua portuguesa com a renovação de pesquisas sobre os crioulos de base lexical portuguesa: “Esperamos que esse livro possa continuar dando abertura para a reflexão sobre o que é a Língua Portuguesa no mundo. Compreendemos que tem havido um crescimento no interesse do Brasil pelos demais países africanos, onde a língua portuguesa também é falada. Espero que esse livro possa subsidiar novas pesquisas e esse trabalho possa gerar novos interesses”. 

O livro foi publicado pelo IILP com aporte do Programa de Apoio às Iniciativas Culturais dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PAIC-PALOP) dos Fundos ACP (África-Caraíba-Pacífico) e, principalmente, com a contribuição do Governo da Guiné Equatorial.

Fonte: e-Ipol.org

12 de agosto de 2014

Lançada edição online da revista do I Seminário de Gestão em Educação Linguística da Fronteira do Mercosul (I GELF)

Lançada edição online da revista do I Seminário de Gestão em Educação Linguística da Fronteira do Mercosul (I GELF)

Divulgamos a publicação online da revista do I Seminário de Gestão em Educação Linguística da Fronteira do Mercosul (I GELF), que pode ser visualizada abaixo:


O I GELF foi uma iniciativa idealizada pelo Instituto de Investigação e Desenvolvimento em Política Linguística (IPOL), pelo Instituto Internacional da Língua Portuguesa (IILP), com sede em Cabo Verde-África, e pela União Latina, sediada em Paris. Realizado entre os dias 20 e 22 de julho de 2011, na Universidade Estadual do Oeste do Paraná (UNIOESTE), Foz do Iguaçu-PR na tríplice fronteira, reuniu especialistas de seis países diferentes para ministrar palestras a partir de experiências amplamente diversas, contribuindo, desta forma, para uma discussão coerente das questões que se interpõem à gestão da educação linguística das fronteiras.

Vinculado ao I GELF, a revista Ideação, da UNIOESTE, publicou o dossiê "Gestão em Educação Linguística de Fronteira", cuja edição online pode ser acessada aqui.

Para maiores informações sobre o I GELF, acesse aqui o site do evento.

Fonte: e-Ipol

1 de novembro de 2013

Projeto escola (interculturais) bilíngues de fronteira: análise de uma ação político linguística

Márcia Regina Pereira Sagaz

Márcia Regina Pereira Sagaz, bolsista do OBEDF, defendeu dia 26 de agosto/2013 na Universidade Federal de Santa Catarina dissertação de mestrado intitulada "Projeto Escolas (Interculturais) Bilíngues de Fronteira: análise de uma ação político linguística", sob orientação do prof. Gilvan Müller de Oliveira e co-orientação da Profa. Rosângela Morello.

Gênero: Tese de defesa
Resumo: Esta dissertação analisa a implantação do Projeto Escolas Interculturais Bilíngues de Fronteira (PEIBF) implementado pelo Ministério da Educação brasileiro em parceira com o Ministério de Educação da Argentina. A presente pesquisa reconstruiu o percurso do PEIBF, incluindo seus antecedentes; buscou identificar as propostas de planificação linguística para o PEIBF e compreender a implementação das propostas. Com isso visou demonstrar como foi realizada a implantação de uma política linguística através de uma política pública educacional para zonas de fronteira de Estados nação, via ensino bilíngue e intercultural, e tendo como pano de fundo a promoção da integração de países sul americanos. Focalizamos o período entre 2004 e 2010 e tomamos como referência uma zona de fronteira entre Brasil/Argentina, especificamente Dionísio Cerqueira, Estado de Santa Catarina-Brasil e Bernardo de Irigoyen, Província de Misiones-Argentina.

Tese Completa:

19 de novembro de 2012

O processo de ensino-aprendizagem via projetos de pesquisa no Projeto Escolas Interculturais Bilíngues de Fronteira (PEIBF) e suas implicações para os múltiplos letramentos

Ana Paula Seiffert

Gênero: Artigo
Resumo: Este ensaio discute a aquisição de práticas de leitura e escrita em uma experiência de educação intercultural bilíngue pública: o Projeto Escola Intercultural Bilíngue de Fronteira (PEIBF). Pautado pela metodologia de ensino-aprendizagem através de projetos de pesquisa, o PEIBF apresenta-se como uma alternativa quanto às possibilidades de construção de saberes em sala de aula na nova sociedade do conhecimento. Através da proposta de um processo de ensino-aprendizagem significativo e conexo, permite-se que os conteúdos sejam vivenciados pelos alunos durante as pesquisas e, assim, todo o processo passa a favorecer significativamente os múltiplos letramentos.

Texto completo a ser disponibilizado em breve

Circulação de línguas na região de fronteira: o radiojornalismo nas cidades de Ponta Porã (MS) e Pedro Juan Caballero (Amambay, Paraguai)

Helena Iracy Cerquiz Santos Neto
Rosângela Morello

Gênero: Artigo
Resumo: Este ensaio traz uma reflexão sobre a presença das línguas na mídia radiofônica das cidades-gêmeas de Ponta Porã e Pedro Juan Caballero, ao sudoeste do Estado de Mato Grosso do Sul e Departamento de Amambay, no Paraguai, respectivamente. Contemplando uma justificativa para o estudo dessa região de fronteira e um levantamento prévio sobre as rádios existentes nas duas cidades, argumentamos sobre a necessidade de considerarmos as vozes do rádio em articulação à ideia de ambiente linguístico, observando os conflitos gerados pela presença do outro em uma região de forte controle institucional dos sentidos como o é a fronteira.

Texto completo

14 de novembro de 2012

Por políticas linguístico-educacionais sensíveis ao contexto da tríplice fronteira Argentina-Brasil-Paraguai

Isis Ribeiro Berger

Gênero: Artigo
Resumo: Foz do Iguaçu localiza-se na fronteira com Argentina e Paraguai e caracteriza-se pelo hibridismo linguístico-cultural oriundo do trânsito dos indivíduos entre os três países. Embora a situação de fronteira seja assim caracterizada, as fronteiras simbólicas entre os países são concretizadas em práticas escolares, que muitas vezes acentuam as diferenças entre os indivíduos (HALL, 2008; SANTOS, 2004). A (re)produção do preconceito com relação aos brasiguaios na Educação Básica já foi tema de pesquisa neste cenário. Neste artigo apresenta uma discussão que toma por base um caso em que a diferença linguística foi considerada um entrave na produção intelectual de uma estudante do ensino superior residente na fronteira. Assim, verifica-se a importância da implementação de políticas linguístico-educacionais para a fronteira, de forma a integrar e promover atitudes favoráveis em relação à língua e cultura de indivíduos dos países vizinhos.

Publicado em: Revista Ideação

Texto completo

Educação linguística: compartilhar a gestão, promover as línguas, qualificar as políticas - desafios e novos protagonismos

Rosângela Morello

Gênero: Artigo

Resumo: A execução conjunta de programas educacionais se apresentacada vez mais como uma realidade para uma adequada abordagem decontextos complexos como a fronteira, onde a presença de muitas línguasé uma constante. No entanto, na medida em que requer aberturapara negociações, a execução de tais programas requer também a consolidaçãoconjunta de modos de formulação e acompanhamento do trabalho,fato que se apresenta ao mesmo tempo como uma inovação e umdesafio para as políticas públicas. Este texto tematiza essa problemáticaa partir da consideração de dois programas para a educação linguísticana fronteira : o Programa das Escolas Inteculturais Bilíngues de Fronteira- PEIBF (multilateral, SEM/MERCOSUL) e o Observatório da Educaçãona Fronteira - OBEDF (Multiinstitucional, apoio CAPES/Brasil).

Publicado em: Revista Ideação

Texto completo será disponibilizado em breve

26 de outubro de 2012

O ensino de uma língua estrangeira em Foz do Iguaçu: Por uma política mais sensível à tríplice fronteira

Isis Ribeiro Berger

Gênero: Artigo

Resumo: Uma das características marcantes do município de Foz do Iguaçu-PR é a diversidade linguística. Apesar da fronteira com Argentina e Paraguai e do multilinguismo presente na região, a língua estrangeira preferencialmente ensinada no ensino fundamental das escolas públicas é o inglês, língua que adquiriu o status de língua franca internacional e cujos domínios no município estão voltados ao turismo e relações internacionais. Este texto traz reflexões acerca da oferta do inglês como língua estrangeira predominante nas escolas, considerando as atitudes com relação à língua, a política para a implantação do espanhol na Educação Básica e as demandas da Tríplice Fronteira.

Publicado em: Revista Ideação

Texto completo